domingo, 12 de julho de 2009

intermediate presentation for IPPO




The presentation send to Offembach is available for download in this link:
http://issuu.com/clagoulart/docs/comunity_s_waters_ippo


It exposes the work process for this project so far, with images and considerations about the field research and the concept design.

pesquisa e definições pendentes

posicionamentos
  • torneiras de coleta
  • chuveiro
sistemas:
  • chuveiro (algo além da ducha? cabides ou prateleiras?)
  • coleta (parede? murinho?)
  • cascata
  • encanamentos (entrada nas caixas com clorador, saída para todos os usos)
  • escoamento (de todos os usos + ladrão na cascata)
materiais:
  • torneiras de coleta
  • escada
  • caixas d'água (pesquisar existente ou definir medidas para encomendar)
  • revestimento do tanque
  • grade do tanque
  • torneiras do tanque
  • ducha
  • revestimento do chão do chuveiro
  • grades para o escoamento
  • grade para o alçapão da caixa d'água

sábado, 4 de julho de 2009

bloco de notas com pesquisa de materiais

encaminhamentos da última semana

cloração:
Clorador Embrapa

caixa d'água: as caixas disponíveis no mercado são na maioria cilíndricas (mais adequado para ter sempre a mesma pressão nas paredes) e baixas. até 3 caixas de 4000 L.
  • 230 diâmetro x 155 altura > dúvida: qual deve ser a espessura do "pier"? quanto de espaço é preciso para o encanamento da cloração?
tanque:

inserir imagem

  • bancada retangular com capacidade para até 8 pessoas
  • espaço para baldes e bacias dentro do tanque
  • 3 torneiras com bica móvel em altura que permita encher os recipientes
  • degrau embaixo para bacias de roupas torcidas e produtos de limpeza
coleta:

bicas para coleta - o máximo que couber no espaço, já que o fluxo de água é muito intenso e mesmo com o uso constante da lavanderia e do chuveiro haverá sempre água disponível para coleta.

chuveiro:
  • chuveiro de plástico com chuveirinho ou ducha cromada
escorrega/piscina:

definir modelos e local. a escada para o escorrega é a mesma para o pier.

escoamento:

Calhas subterrâneas protegidas por ralos levam a água até a vala.


tarefas para o relatório:
  • imprimir o blog
  • organizar sketches etc
  • desenhar modelo 3d
  • desenhar detalhamento do sistema (situações de uso) em vetor
  • texto: resumo das etapas desde a primeira abordagem (resumo do blog) / detalhamento do sistema

sexta-feira, 3 de julho de 2009

concept design

mina 1




I made a concept for the distribution system. The water from themina goes first through a clora treatment and then goes into the two reservoirs. there are three levels of exitpoints of the reservoir. the first is the shower, then the distribution points for taking water home and then the distribution point for the laundry. when there isnot enough water, the showers will stop working first, etc.


maybe it is better to use existing water taps with a pushbutton that after pushing will give water for a certain time, than using the system I thought of in the brainstorm.
mina 2


i was thinking just to use two watertaps and a reservoir here.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Clorador Embrapa

Montagem

Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo



O clorador é feito com os seguintes materiais, que podem ser comprados em lojas de material de construção:
1 bucha de redução soldável longa de 60 por 25 milímetros;(4)
3 tubos de PVC de 25 milímetros de diâmetro e 30 centímetros de comprimento (5,9,11);
3 adaptadores de 25 milímetros por 3/4 de polegada (1,12);
2 registros de esfera com borboleta em PVC de 3/4 de polegada (3,6);
1 nipel de 3/4 de polegada (7);
1 Te soldável de 25 milímetros (10);
1 Te soldável de 25 milímetros por 0,5 polegada com rosca (8);
1 torneira de jardim de 0,5 polegada (2);
Lixa especial para PVC;
Cola para PVC

Antes de começar a colar os tubos e conexões, pegue a lixa especial para PVC e limpe a superfície brilhante das extremidades dessas peças.

Feito isso, vá encaixando cada parte conforme mostra o desenho. Para facilitar a montagem, fixe primeiro a base do clorador para depois colocar os tubos e conexões da parte central do equipamento.

No cano de captação da água, que geralmente vem de um poço artesiano, cole um adaptador de 25 x 3/4'. Em seguida, fixe essa peça ao registro de esfera de 3/4', que será colado a outro adaptador de 25 x 3/4'.

Na extremidade de um dos tubos de 25 milímetros, encaixe esse adaptador. No outro lado do cano, cole o Te de 25 milímetros. Essa peça irá se fixar a outro tubo de 25 milímetros e, na parte superior, ao nipel de 3/4'. Na outra ponta desse cano, você irá colar o Te de 25 milímetros por 0,5 polegada com rosca, peça importante para fixar a torneira de jardim e a tubulação que levará a água até o reservatório.

Na parte central do clorador, o nipel de 3/4' é fixado de um lado ao Te de 25 milímetros e do outro ao segundo registro de esfera de 3/4'. Cole esta peça a um adaptador de 25 x 3/4' para, em seguida, encaixar o conjunto a um tubo de 25 milímetros de diâmetro. Este, por sua vez, será colado à bucha de redução. Para limpar a cola que sobra nas junções, passe mais uma vez a lixa especial para PVC.


Manuseio

Gustavo Laredo
Ilustrações: Antonio Figueiredo


Neste simples e barato jogo de montar, a maior facilidade, porém, está na hora de usá-lo. Basta, primeiro, comprar em lojas que vendam produtos para piscinas o cloro granulado, de preferência estabilizado, que normalmente contém 60% desse elemento químico. Mantenha essa substância longe do alcance de crianças e animais e tome cuidado na hora de manuseá-lo.

Para garantir água potável é rápido.
Feche o registro de entrada de água para oreservatório A . Em seguida, deixe a torneiraB aberta até que toda a água contida na tubulação escorra. Misture em meio copo com água uma colher rasa de café do cloro granulado até dilui-lo. Esta quantidade é o bastante para um reservatório com capacidade para 500 a mil litros de água.

Abra o registro do clorador C e despeje devagar a solução no receptor D . Procure evitar que a mistura borbulhe porque pode atingir os olhos. Feita essa operação, feche o registro do clorador, lave o recipiente com água limpa e tampe-o com uma placa de PVC. Por fim, abra novamente o registro da entrada de água A . Em apenas uma hora, a água do reservatório estará livre de germes e pronta para ser consumida. Essa operação pode ser realizada novamente após o uso da capacidade total da caixa d'água.



fonte: http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1008675-4528,00.html

como limpar sua caixa d'água


A) Feche o registro de entrada de água (ou amarre a bóia do reservatório) e então, esvazie o reservatório abrindo as torneiras e chuveiros.


B) Escove as paredes internas da caixa, e junte a sujeira (areia, pedra, folhas) e jogue fora.

C) Enxagüe as paredes e o fundo da caixa.

D) Feche as torneiras e chuveiros, encha a caixa toda e coloque 1/2 litro de água sanitária para cada 500 litros de água.
E) Espere 4 horas sem usar água.
F) Depois de 4 horas, abra todas as torneiras e chuveiros e deixe a água sair totalmente, até esvaziar a caixa.
G) Encha de novo e pode usar a água normalmente, sua caixa d’água está limpa.
H) Para garantir a saúde da sua família, verifique periodicamente o estado de sua caixa d’água. Faça uma boa limpeza, sempre que encontrar impurezas.


nosso projeto tem que contar com instruções desse tipo sobre a utilização e manutenção das caixas d'água e do espaço, assim como sobre o tratamento da água para torná-la potável, através de fervura ou mesmo cloração, segundo a tabela abaixo:

HIPOCLORITO DE SÓDIO 2,5%
VOLUME DA ÁGUA
DOSAGEM
MEDIDA PRÁTICA
TEMPO DE CONTATO
1000 LITROS
100 ml
2 copinhos de café descartáveis
30 minutos
200 LITROS
15 ml
1 colher de sopa
30 minutos
20 LITROS
2 ml
1 colher de chá
30 minutos
1 LITRO
0,05 ml
2 gotas
30 minutos

Clorador por difusão



O que é um clorador por difusão?

Nada mais é do que uma mistura de cloro em pó (340 g de hipoclorito de cálcio ou cal clorada) e areia lavada (850 g). Essa mistura é colocada em uma embalagem plástica (exemplo: embalagem plástica de água sanitária) de aproximadamente um litro de capacidade. São feitas perfurações de 0,6 cm de diâmetro a 10 cm abaixo do gargalo, para que o cloro possa sair (Fig.1). A função da areia é facilitar a liberação lenta do cloro para a água. Esse clorador já foi aprovado em vários outros países. No Brasil, a primeira utilização foi na comunidade de Bom Jardim, município de Ibirité-MG, com excelentes resultados.
O clorador só deve ser usado em poços revestidos, limpos e com tampa e ainda naqueles com profundidade mínima de três metros entre o espelho d'água e a superfície. Nos poços sem revestimento o cloro vai reagir com o barro e o material do solo formando compostos tóxicos e não vai ficar disponível para matar as bactérias e microorganismos porventura existentes na água.


Como se coloca o clorador por difusão na cisterna?

O clorador é colocado na cisterna com auxílio de um fio de nylon, que deve ser amarrado fora da cisterna, em qualquer ponto de apoio (geralmente na própria tampa), próximo à superfície.


Qual a quantidade de água que pode ser desinfetada e quanto tempo o clorador pode ficar colocado dentro do poço ou da cisterna?

Geralmente essa mistura é suficiente para tratar 1.000 litros de água. Em poços revestidos ou cisternas. Entretanto, quando a quantidade de água for superior a essa ou ainda, quando houver uma retirada diária muito grande de água, ou seja, rápida renovação do lençol d'água, pode ser necessário colocar mais um clorador.
O clorador pode permanecer durante 30 dias dentro do poço.

fonte: http://www.saude.rj.gov.br/agua_alimentos/cloradores.shtml

pesquisa de tratamento da água

comecei a pesquisar maneiras de adicionar cloro nas aguas das minas, já que o meu tio disse que poderiamos trata-las facilmente com cloro (para os usos que determinamos).

esse link é bem legal
http://www.clorafacil.com.br/#
qdo forem ler a respeito dos tipos de clorador (de poço ou mutiuso) cliquem em instalação e manutenção.

já esse link, é da embrapa e é uma solução fácil e barata:
http://www.catalogosnt.cnptia.embrapa.br/catalogo20/catalogo_de_produtos_e_servicos/arvore/CONTAG01_433_1411200614042.html

análise da água

o resultado da análise do INEA foi o seguinte:

mina1 - coliformes totais > 800 (ufc/100 ml)
escherichia coli : 90 (ufc/100 ml)

mina2 - coliformes totais > 800 (ufc/100 ml)
escherichia coli : 110 (ufc/100 ml)

mostrei para o meu tio o resultado e ele comentou que os índices de coliformes totais está relativamente baixo, pois nos índices tradicionais o parâmetro de comparação é >1200. já os de escherichia coli estão altos.

tendo em vista que as águas das minas são cristalinas e que não apresentam partículas sólidas, ele nos orientou a usarmos somente o cloro como medida de tratamento, e disse não ser
necessário os usos de filtros. claro que essa água não estará própria para a ingestão, mas estarão bem tratadas para os usos que determinamos. caso os usuários queiram ingerir tais águas,
basta submetê-las aos tratamentos caseiros, como a fervura.

enquanto me explicava isso, meu tio disse não ser tão surpreendente as águas precisarem apenas de cloro. ele comentou que quando ainda estava na faculdade fez um projeto "parecido", de represamento e tratamento das águas de um córrego de uma comunidade carente em Petrópolis e disse que o tratamento aplicado foi o de cloração.

some observations

Mina 1



Using lots of different buckets, all have different sizes.
The stone is used to rub the stains out of the clothes.





extra water is used from an external point. this source is
- more flexible.
- bring the water to the bucket instead of bringing the bucket to the water.
- one water distribution point is not enough when multiple people are washing clothes.
- current table could be a bit wider




when a bucket is filled with water, the bucket can be
heavy to put on the table. the height of the table is too
high and the ground floor is too low for soaking the
clothes.



1. table with multiple heights, so heavy buckets
don’t need to be pulled up very high.
2. a hose is attached to the two water distribution
points to provide a more flexible water




the height of the watersource is placed too high
to fill a big bottle.


just one distribution point with a hose that can
reach the whole washing area.

Mina 2


1. place the ‘ciaxa de agua’ underneath the tablespace.


some conclusions:
- make the water distribution points more flexible, so the user can bring the water to
the bucket instead of the bucket to the water.
- there should be more than one distribution point, but not too many, because the waterflow
is not very large.

'renders' das minas

[ download sketchup and rhino models ]

Mina 1:










Mina 2:







domingo, 28 de junho de 2009

Saneamento básico / Abastecimento de água

mais informações nos links abaixo:

http://www.saudepublica.web.pt/06-SaudeAmbiental/061-Aguas/AbastecimAgua_texto.htm#Tratamento_dom%C3%A9stico


http://www.sabesp.com.br/CalandraWeb/CalandraRedirect/?temp=4&proj=sabesp&pub=T&db=&docid=600967CDD4F6B9C0832571AE0059F4A4

Sistemas de abastecimento de água

recolhimento directa em rios, lagos, represas e fontes

Este tipo de abastecimento é mais usado em áreas rurais e áreas suburbanas sem sistema público de abastecimento, e a recolha de água é feita (a) manualmente, em vasilhames (potes, bilhas, latas) transportados para as habitações, ou (b) utilizando sistemas de bombagem. De modo a garantir-se uma qualidade satisfatória da água, devem adotar-se os seguintes cuidados:

- isolar o local de recolha, para evitar o acesso indiscriminado de pessoas e animais;

- não utilizar o local para outros fins, como banho, lavagem de roupa ou de animais;

- não construir fossas nas proximidades;

- não permitir o lançamento e deposição de resíduos sólidos ou líquidos, no manancial e nas suas proximidades;

- efetuar o "tratamento caseiro da água", como a filtração, a fervura e a desinfecção.

captação de água em poços e furos

A obtenção de água por este processo é mais frequente em zonas rurais e suburbanas não servidas pelo sistema público. Os poços podem classificar-se em (a) poços vulgares, escavados manualmente, (b) poços escavados mecanicamente, com escavadora ou através de injecção de água, e (c) poços perfurados, que podem subdividir-se em poços tubulares e furos. Enquanto que os poços vulgares e escavados mecanicamente são geralmente "rasos", os poços perfurados podem ser "rasos" (tubulares) ou "profundos" (furos). Para se garantir a qualidade da água de poços e furos, devem considerar-se os seguintes aspectos:

- poços e furos devem situar-se a uma distância mínima de 30 metros, de fontes potenciais de contaminação ou poluição, como sumidouros e valas de infiltração;

- a parte superior de poços e furos deve encontrar-se a um nível mais elevado que as fontes de contaminação e poluição que eventualmente existam nas proximidades;

- poços e furos devem ser cobertos com uma plataforma de betão com, pelo menos, um metro de largura, a qual deve apresentar um ligeiro declive para uma valeta, de modo a efectuar-se a drenagem de águas superficiais;

- na plataforma de betão dos poços e furos, a passagem dos tubos de aspiração deve ser bem estanque, para impedir a penetração de águas superficiais;

- na plataforma dos poços, a abertura de visita (para tarefas de inspecção, reparação e limpeza) deve apresentar uma saliência de, pelo menos, 8 centímetros de altura, e ter tampa impermeável;

- a parede interior dos poços deve ser protegida com um revestimento impermeável até, pelo menos, 3 metros abaixo e 30 centímetros acima do nível do solo;

- os poços devem ser sempre limpos e desinfectados após a sua construção ou reparação: (1º) lava-se com água as paredes interiores, (2º) seguindo-se a limpeza com uma solução clorada concentrada (100 mg/l de teor de cloro activo), (3º) efectua-se a cloragem da água, de modo que o seu teor em cloro atinja os 50 mg/l, (4º) agita-se e deixa-se repousar a água cerca de 12 horas, (5º) esvazia-se a água do poço, (6º) aguarda-se o seu enchimento de novo, e (7º) quando o teor de cloro residual descer para menos de 1 mg/l a água pode ser consumida;

- a retirada de água do interior dos poços não deve ser efectuada com vasilhame, mas através de bombagem manual ou mecânica. Quando a bombagem não for possível, pode utilizar-se um sistema de roldana com manivela, devendo adoptar-se cuidados especiais de higiene e limpeza para evitar a contaminação do balde ou da corda.

Tratamento doméstico da água

Existem alguns métodos de purificação e desinfecção da água que podem ser aplicados no domicílio, quando houver suspeita de contaminação da água da rede pública, ou quando a água de consumo provier dos sistemas individuais de abastecimento referidos anteriormente (recolha em rios, cisternas, poços, etc.).

Os principais processos de tratamento doméstico da água são a ebulição (fervura), a desinfecção química (iodo, cloro e seus derivados) e a filtração.


FILTRAÇÃO
É utilizada sobretudo para retenção de impurezas, devendo, portanto, ser o primeiro processo caseiro de tratamento da água. A sua capacidade de retenção de microrganismos é limitada e depende do tipo de filtro usado. No mercado existe uma grande variedade de filtros domésticos, de cerâmica porosa (filtros de vela), de carvão vegetal, e de areia ou saibro, este último menos eficaz na retenção de microrganismos.

EBULIÇÃO
A fervura da água a 100º C, durante 20 minutos, é um processo de desinfecção simples de executar e eficaz, pois extermina a totalidade dos microrganismos. Como a ebulição origina a libertação dos gases dissolvidos, podendo tornar a água um pouco desagradável ao paladar, recomenda-se o seu arejamento, passando-a de um recipiente limpo para outro.

DESINFECÇÃO QUÍMICA

> iodo (solução e comprimidos)
A tintura de iodo a 2-8% é um bom desinfectante; 2 gotas de tintura a 2% são suficientes para desinfectar 1 litro de água (4 gotas a 8% se a água estiver muito poluída), a qual deve ficar em repouso 30 minutos, pelo menos, antes de ser ingerida. No mercado também existem comprimidos de compostos iodados, preparados especificamente para a desinfecção da água de consumo.

>
derivados do cloro (solução, pó, grânulos e comprimidos)
O cloro e seus derivados são desinfectantes eficazes e fáceis de aplicar. O hipoclorito de cálcio concentrado (70% de cloro), sob a forma de grânulos, embora sendo um produto estável, não deve ser exposto à luz solar nem à humidade. A solução do mesmo químico a 1% (lixívia ou água de Javel) também é eficaz como desinfectante e muito fácil de aplicar; 3 gotas de uma solução de hipoclorito de sódio a 1% são suficientes para desinfectar 1 litro de água, a qual deve ficar em repouso cerca de 30 minutos, antes de ser ingerida. No mercado existem comprimidos de cloro, para desinfecção da água de consumo (com dosagem recomendada na bula que acompanha as embalagens).

Pesquisa de similares (3)


FIÃES DO RIO - Vila Real, Portugal

Pesquisa de similares (2)




NOVA PORTEIRINHA - Minas Gerais

Sob o sol forte, mulheres e meninas lavam roupa nas águas do Rio Gorutuba, que divide as cidades de Nova Porteinha e Janaúba, para ajudar no sustento da família.

Pesquisa de similares (1)










DHOBI GHAT DE SAAT RASTA - Mumbai, Índia

Maior lavanderia a céu aberto do mundo, um lugar extremamente pobre no qual homens lavam roupas na mão, em série. Labirintos cinzentos, de água e concreto, funcionam como o tanque para cerca de 200 famílias indianas. As roupas são esfregadas nas pedras. Após a limpeza, tudo passa por um tanque de goma antes de ser colocado para secar. A finalização é feita com um ferro de passar a carvão.
O trabalho é, basicamente, feito por homens dhobis - a casta indiana a quem cabe o serviço de lavanderia e como muitas das profissões da Índia, os lavadores aprendem seu ofício com os pais.
O local fica debaixo de um viaduto, no meio de uma favela, onde essas pessoas moram. Consequentemente não têm muito espaço e, por isso, as roupas secam em varais improvisados ou nos telhados dos barracos.
Hotéis, residências, hospitais mandam suas roupas para o dhobi ghat e raramente uma peça se perde.

Delimitação da proposta


Racionalização das águas de duas "minas" do morro Santa Marta. O projeto tratará do redesenho dessas "minas", locais onde as águas que descem das nascentes estão canalizadas e que os moradores utilizam como lavanderias comunitárias, além de tomarem banho e coletarem água para uso doméstico. Esse redesenho não tratará somente do espaço físico das "minas", mas também do tratamento e represamento da água que lá é utilizada.

sábado, 27 de junho de 2009

Life Saver

www.lifesaversystems.com

"British inventor Michael Prichard has designed a water bottle that cleans all bacteria and viruses out of any liquid"


no link abaixo tem um vídeo de demonstração:

http://www.lifesaversystems.com/press.html


terça-feira, 9 de junho de 2009

usos das minas

lavar roupa - tanque para esfregar, torcer e enxaguar, área para produtos (sabão, escova, amaciante), espaço para a roupa torcida (varal?)

deixar roupa de molho - reservatório para deixar de molho ou espaço para esse reservatório (bacia onde a pessoa traz e leva as roupas)

lavar louça (pode ser o mesmo espaço para lavar roupa?) - área para secar, área para produtos

tomar banho - chuveiro, chuveirinho, box para trocar de roupa, área seca para roupa e sapatos

brincar (crianças) - piscina, chafariz, escorrega, brinquedos

coletar água para usos domésticos (lavar louça, cozinhar e beber em casos extremos) - bicas, reservatórios conectável

* FILTRO/TRATAMENTO *

domingo, 31 de maio de 2009

domingo, 24 de maio de 2009

mapeamento das minas

Em nova visita ao Santa Marta, dessa vez com foco nas minas d'água utilizadas pelos moradores principalmente para lavar roupas e coletar água para tomar banho e lavar louça, foi possível observar e medir essas áreas, gerando mapas que orientarão o projeto:



terça-feira, 12 de maio de 2009

Cronograma - etapas

Etapa 1 > levantamento de dados

pesquisa preliminar de temas de interesse do grupo
escolha do tema > apresentação para a turma
problematização
prequisa de campo > redação do relatório de pesquisa
definição do foco > redação da proposta de projeto


Etapa 2 > pesquisa

mapeamento detalhado da área da mina principal
descobrir se há mapeamento das águas fluviais do morro
mapeamento das águas fluvias do morro (caso não exista)
definição de locais onde podem ser instalados reservatórios e terminais de uso
análise de amostras de águas fluviais de diversos pontos do morro
pesquisa de tecnologias de tratamento de água


Etapa 3 > desenvolvimento do projeto

definição dos parâmetros projetuais
geração de alternativas para os reservatórios e terminais, inclusive a mina principal
levantamento de materiais e elementos industriais existentes
visita à comunidade para discussão sobre as alternativas (moradores, associação, pouso)
escolha da solução adotada
definição dos aspectos a serem detalhados


Etapa 4 > detalhamento do projeto

definição de materiais e elementos a serem utilizados
detalhamento técnico da solução adotada
execução de modelos virtuais e físicos e de protótipos funcionais (tratamento e reservatório)
apresentação para moradores/associação/instituições atuantes na comunidade
apresentação final para a turma

sábado, 9 de maio de 2009

Visita ao Santa Marta

O grupo realizou uma visita à comunidade do morro Santa Marta, no bairro de botafogo da cidade do Rio de Janeiro. Tivemos como guias um morador e um amigo de um dos integrantes do grupo, que nos apresentou.

a partir da esq.: Carolina, Arjan (integrantes do grupo), Gabriel (morador) e André no telhado da capela no pico do morro

Presente no morro há cerca de 5 anos, a prefeitura vem investindo muito em obras de urbanização e ações sociais e já acabou com quase todos os barracos de madeira, realocando os moradores em casas de alvenaria, além de asfaltar ruas, becos e escadas e criar o plano inclinado (uma espécie de bondinho com 5 estações que vai até o pico do morro). A polícia também está presente no morro, onde não há mais tráfico de drogas.

construções precárias no pico do morro - a prefeitura vem trabalhando para realocar as famílias morando nessas condições


estação do plano inclinado no pico do morro



posto da polícia ao lado da estação e campo de futebol no pico do morro


A prefeitura também instalou diversos postos de atendimento à comunidade, como o Polo de Inclusão Social Padre Velloso, onde há assistentes sociais, um centro de envelhecimento saudável e qualidade de vida e também outro de saúde e defesa civil. Há também centros de inclusão digital com acesso gratuito à internet. Outro local importante é o POUSO, Posto de Orientação Urbanística e Social, que presta consultoria para os moradores orientando-os em suas próprias construções e reformas, auxiliando-os a regularizar suas casas e a preservar o espaço público e as melhorias já implementadas. Técnicos e arquitetos trabalham no local, ficando à diposição para consultas dos moradores e realizando visitas à comunidade. Materiais educacionais sobre uso adequado do espaço público, da rede de esgoto etc são distribuídos aos moradores.

Diversas ONGs atuam no Santa Marta, dentre elas o grupo ECO, que realiza atividades de lazer com as crianças da comunidade e organiza mutirões de limpeza, por exemplo quando chuvas tornam muito perigoso o acúmulo excessivo de lixo nas escadas e becos devido ao transbordamento das valas.

lixo acumulado

A favela inteira é muito úmida, como pode ser observado pela presença de limo e vegetação em todas as pedras, escadas, muros e paredes externas de muitas casas. A sensação é de que há água correndo por todos os lados, há sempre barulho de água correndo, canos pingando, grandes áreas molhadas no chão e nas escadas, sendo muito difícil entender sua origem, se de nascentes ou vazamentos. Há nascentes no alto do morro que geram pequenos córregos que descem pelas encostas. Observando a continuação do morro, ainda com a vegetação original, pode-se notar muitas faixas de água descendo pelas pedras. Segundo José Mario, presidente da Associação dos Moradores (que atua na comunidade há mais de 40 anos), embaixo do morro há um lençol freático e um rio corria no local, portanto, hoje a água tem que encontrar "por onde sair".

vazamento de água na rua principal

água escorrendo pelas ruas e escadas

vegetação, limo e umidade nas pedras. animais passeiam pelo local

umidade e limo no exterior de uma casa

A água tratada pela CEDAE chega a grande maioria das moradias, a partir de um grande reservatório no alto do morro, havendo também torneiras do lado de fora das casas. Quase todas as casas têm caixas d'água próprias, mas nem todas em condições adequdas, havendo vazamentos, caixas abertas etc. A estrutura de encanamentos é localizada no exterior de muitas casas, a respeito do que o presidente da Associação dos Moradores informa que a urbanização está trabalhando para que todas as instalações sejam subterrâneas. Há muitos vazamentos e precariedade nas instalações atuais. Apesar das contas da CEDAE chegarem à associação cobrando uma taxa de cada morador, muitos não realizam o pagamento, não havendo quase nenhuma conscientização em relação ao consumo e economia de água.

torneira de água da CEDAE do lado de fora de uma casa

caixa d'água aberta com vazamento

caixa d'água e encanamentos no exterior de uma casa na comunidade

Uma fonte alternativa de água são as "minas" e o "pocinho", locais onde a água da nascente e dos córregos naturais no morro podem ser recolhidas. Os moradores utilizam essas águas para lavar roupa, tomar banho ou mesmo para beber e cozinhar quando falta água da CEDAE, chegando a formar filas de noite para pegar água. A água da mina principal é salobra e em todos esses locais não há nenhum tipo de cuidado ou tratamento da água, que os moradores admitem ser inapropriada devido a poluição pelo lixo e animais que transitam livremente. Os próprios moradores comentam que a água nessas fontes jorra ininterruptamente, reconhecendo aí um desperdício do recurso que poderia estar sendo armazenado para ser melhor aproveitado.

morador recolhe água da mina principal

menina recolhe água de outra mina

"pocinho"


Principais problemas relacionados à agua enfrentados pela comunidade

Falta d'água

Apesar da boa distribuição da água da CEDAE por toda a comunidade, segundo os moradores são frequentes as faltas de água, sendo este o pricipal problema enfrentado por eles. Quase todas as casas têm caixas d'água que, dependendo da capacidade, podem garantir o abastecimento até que a água volte a chegar, mas muitas vezes leva mais de uma semana (apesar de a Associação de Moradores entrar em contato com a CEDAE assim que o problema é identificado). Nem sempre a falta d'água acontece ao mesmo tempo em todo o morro, sendo comum a situação de uma área estar com distribuição normal enquanto outra está sem água há dias. Aparentemente, a causa seria problemas com as bombas, que páram de funcionar e então a água não tem pressão para chegar a todas as casas. A alternativa encontrada pelos moradores é utilizar a água das minas e do pocinho. No exterior de muitas casas pode-se observar baldes e tinas utilizadas para recolher água. Alguns moradores utilizam essas águas para todos os usos, fervendo a água que irão beber ou utilizar para cozinhar. Outros compram galões de água mineral (o que não é uma opção para muitos devido ao alto custo) ou mesmo pedem para usar a água encanada dos vizinhos.

Os moradores comentam que pensam em ligar para o RJ TV, jornal da Rede Globo, que quando visitou o local conseguiu que o problema da falta d'água fosse solucionado, mas por pouco tempo.

baldes utilizados para coletar água

roupas deixadas de molho na água da nascente e baldes utilizados para coletar água

Qualidade da água consumida

Muitos moradores contam que bebem a água da torneira diretamente, sem a preocupação de filtrar ou ferver, acreditando que a água encanada seja suficientemente tratada e própria para esse consumo. Quando falta água da CEDAE e a água das minas e do pocinho é utilizada, só a água utilizada para beber e cozinhar é fervida. Entretanto, é sabido que muitas doenças podem ser contraídas pelo simples contato com a água não tratada, seja no banho ou na lavagem da roupa e da louça.

moradoras lavam roupa com água da mina no próprio local

Valas

O esgoto de todas as casas é despejado em valas que descem pelo morro a céu aberto. Além das águas que correm ali não serem tratadas, muito lixo é depositado nas valas, tornando-as um verdadeiro rio de lixo, atraindo animais e causando doenças e mau cheiro. Apesar de haver garis comunitários para recolher o lixo por toda a comunidade e lixeiras da Comlurb em frente à primeira estação do Plano Inclinado, onde o lixo pode ser depositado para compactação, muitos moradores continuam jogando lixo nas valas, cuja limpeza é muito difícil e até mesmo perigosa. Juán, filho do presidente do Grupo Eco, diz que já se pensou em fechar as valas e que algumas até já foram fechadas, mas não sabe infrmar porque isso ainda não foi feito nem se há previsão.

lixo nas valas - difícil de tirar

lixeiras e compactdor de lixo da Comlurb (primeira estação do Palno Inclinado)

Infiltrações e insalubridade

Devido a grande umidade do morro, causada pela água das nascentes, valas e córregos subterrâneos que correm por toda a comunidade, muitas casas são acometidas por infiltrações. Também são causas de infiltrações os vazamentos, que os moradores às vezes demoram a concertar por falta de recursos financeiros (e nem sempre o fazem de forma adequada por falta de mõ de obra devidamente capacitada) e também o empoçamento das águas pluviais, já que a urbanização não criou canais adequados para seu escoamento. Em algumas casas chega a entrar água pelas paredes quando chove, já que as construções não têm impermeabilização adequada. Por estarem construídas em encostas com até 45 graus de inclinação e com pouquíssima ou nenhuma ventilação entre as casas vizinhas, muitas casas são como cavernas, úmidas e frias. O mofo causa problemas respiratórios e alergias em muitos moradores, principalmente as crianças. O mau cheiro é perturbador em toda a comunidade e muitas casas, segundo Giselle, arquiteta responsável do POUSO, apresentam problemas gravíssimos de insalubridade.

banheiro de uma casa na comunidade

cozinha de uma casa na comunidade

Chuvas

As chuvas, frequentes na cidade do Rio de Janeiro, são uma ameaça grave para os moradores do Santa Marta, por causarem diversos problemas. Além das já citadas infiltrações, as chuvas podem causar deslizamentos em áreas onde o terreno não for firme o suficiente. Há mais de 20 anos não ocorrem deslizamentos realmente graves (com desabamentos e mortes), mas ainda assim é preciso haver cuidado, observação e orientação constantes para garantir que o crescimento da favela não volte a aumentar o risco de desabamentos.

Mas o problema causado pelas chuvas que mais atrapalha o dia-a-dia dos moradores é que a chuva desce pelas ruas e escadas do morro sem nenhum tipo de escoamento. O resultado é que a queda d'água vai ficando cada vez mais forte, formando verdadeiras cascatas nas escadas da parte mais baixa da favela. Como se isso não bastasse, a correnteza ainda carrega todo o lixo depositado nas valas, que transbordam. Em grande parte das casas é preciso fazer barreiras com tábuas de madeira ou pedaços de papelão para evitar que o lixo entre, mas é impossível impedir a entrada da água. O lixo causa entupimento dos canos por onde escoa o esgoto e o curso da água é invertido, transbordando para dentro das casas. O encanamento da mina principal também entope por causa da chuva e então a principal fonte alternativa de água fica inutilizada.

casas com entradas desprotegidas das "cascatas" formadas nas escadas

barreiras improvisadas para impedir a entrada do lixo arrastado pela correnteza
As águas fluviais e pluvias que descem pelo morro, além das águas das valas, se juntam no pé da escada principal do morro e seguem para os bueiros da Rua São Clemente, não havendo nenhum tipo de tratamento ou reaproveitamento dessas águas.
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Mais fotos da visita do grupo ao morro Santa Marta estão disponíveis no álbum reflecting waters 09 do picasa.