domingo, 31 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
mapeamento das minas
terça-feira, 12 de maio de 2009
Cronograma - etapas
pesquisa preliminar de temas de interesse do grupo
escolha do tema > apresentação para a turma
problematização
prequisa de campo > redação do relatório de pesquisa
definição do foco > redação da proposta de projeto
Etapa 2 > pesquisa
mapeamento detalhado da área da mina principal
descobrir se há mapeamento das águas fluviais do morro
mapeamento das águas fluvias do morro (caso não exista)
definição de locais onde podem ser instalados reservatórios e terminais de uso
análise de amostras de águas fluviais de diversos pontos do morro
pesquisa de tecnologias de tratamento de água
Etapa 3 > desenvolvimento do projeto
definição dos parâmetros projetuais
geração de alternativas para os reservatórios e terminais, inclusive a mina principal
levantamento de materiais e elementos industriais existentes
visita à comunidade para discussão sobre as alternativas (moradores, associação, pouso)
escolha da solução adotada
definição dos aspectos a serem detalhados
Etapa 4 > detalhamento do projeto
definição de materiais e elementos a serem utilizados
detalhamento técnico da solução adotada
execução de modelos virtuais e físicos e de protótipos funcionais (tratamento e reservatório)
apresentação para moradores/associação/instituições atuantes na comunidade
apresentação final para a turma
sábado, 9 de maio de 2009
Visita ao Santa Marta
| a partir da esq.: Carolina, Arjan (integrantes do grupo), Gabriel (morador) e André no telhado da capela no pico do morro |
Presente no morro há cerca de 5 anos, a prefeitura vem investindo muito em obras de urbanização e ações sociais e já acabou com quase todos os barracos de madeira, realocando os moradores em casas de alvenaria, além de asfaltar ruas, becos e escadas e criar o plano inclinado (uma espécie de bondinho com 5 estações que vai até o pico do morro). A polícia também está presente no morro, onde não há mais tráfico de drogas.
| construções precárias no pico do morro - a prefeitura vem trabalhando para realocar as famílias morando nessas condições |
A prefeitura também instalou diversos postos de atendimento à comunidade, como o Polo de Inclusão Social Padre Velloso, onde há assistentes sociais, um centro de envelhecimento saudável e qualidade de vida e também outro de saúde e defesa civil. Há também centros de inclusão digital com acesso gratuito à internet. Outro local importante é o POUSO, Posto de Orientação Urbanística e Social, que presta consultoria para os moradores orientando-os em suas próprias construções e reformas, auxiliando-os a regularizar suas casas e a preservar o espaço público e as melhorias já implementadas. Técnicos e arquitetos trabalham no local, ficando à diposição para consultas dos moradores e realizando visitas à comunidade. Materiais educacionais sobre uso adequado do espaço público, da rede de esgoto etc são distribuídos aos moradores.
Diversas ONGs atuam no Santa Marta, dentre elas o grupo ECO, que realiza atividades de lazer com as crianças da comunidade e organiza mutirões de limpeza, por exemplo quando chuvas tornam muito perigoso o acúmulo excessivo de lixo nas escadas e becos devido ao transbordamento das valas.
| lixo acumulado |
A favela inteira é muito úmida, como pode ser observado pela presença de limo e vegetação em todas as pedras, escadas, muros e paredes externas de muitas casas. A sensação é de que há água correndo por todos os lados, há sempre barulho de água correndo, canos pingando, grandes áreas molhadas no chão e nas escadas, sendo muito difícil entender sua origem, se de nascentes ou vazamentos. Há nascentes no alto do morro que geram pequenos córregos que descem pelas encostas. Observando a continuação do morro, ainda com a vegetação original, pode-se notar muitas faixas de água descendo pelas pedras. Segundo José Mario, presidente da Associação dos Moradores (que atua na comunidade há mais de 40 anos), embaixo do morro há um lençol freático e um rio corria no local, portanto, hoje a água tem que encontrar "por onde sair".
vazamento de água na rua principal |
| água escorrendo pelas ruas e escadas |
| vegetação, limo e umidade nas pedras. animais passeiam pelo local |
| umidade e limo no exterior de uma casa |
A água tratada pela CEDAE chega a grande maioria das moradias, a partir de um grande reservatório no alto do morro, havendo também torneiras do lado de fora das casas. Quase todas as casas têm caixas d'água próprias, mas nem todas em condições adequdas, havendo vazamentos, caixas abertas etc. A estrutura de encanamentos é localizada no exterior de muitas casas, a respeito do que o presidente da Associação dos Moradores informa que a urbanização está trabalhando para que todas as instalações sejam subterrâneas. Há muitos vazamentos e precariedade nas instalações atuais. Apesar das contas da CEDAE chegarem à associação cobrando uma taxa de cada morador, muitos não realizam o pagamento, não havendo quase nenhuma conscientização em relação ao consumo e economia de água.
| torneira de água da CEDAE do lado de fora de uma casa |
| caixa d'água aberta com vazamento |
| caixa d'água e encanamentos no exterior de uma casa na comunidade |
Uma fonte alternativa de água são as "minas" e o "pocinho", locais onde a água da nascente e dos córregos naturais no morro podem ser recolhidas. Os moradores utilizam essas águas para lavar roupa, tomar banho ou mesmo para beber e cozinhar quando falta água da CEDAE, chegando a formar filas de noite para pegar água. A água da mina principal é salobra e em todos esses locais não há nenhum tipo de cuidado ou tratamento da água, que os moradores admitem ser inapropriada devido a poluição pelo lixo e animais que transitam livremente. Os próprios moradores comentam que a água nessas fontes jorra ininterruptamente, reconhecendo aí um desperdício do recurso que poderia estar sendo armazenado para ser melhor aproveitado.
| morador recolhe água da mina principal |
| menina recolhe água de outra mina |
| "pocinho" |
Principais problemas relacionados à agua enfrentados pela comunidade
Falta d'água
Apesar da boa distribuição da água da CEDAE por toda a comunidade, segundo os moradores são frequentes as faltas de água, sendo este o pricipal problema enfrentado por eles. Quase todas as casas têm caixas d'água que, dependendo da capacidade, podem garantir o abastecimento até que a água volte a chegar, mas muitas vezes leva mais de uma semana (apesar de a Associação de Moradores entrar em contato com a CEDAE assim que o problema é identificado). Nem sempre a falta d'água acontece ao mesmo tempo em todo o morro, sendo comum a situação de uma área estar com distribuição normal enquanto outra está sem água há dias. Aparentemente, a causa seria problemas com as bombas, que páram de funcionar e então a água não tem pressão para chegar a todas as casas. A alternativa encontrada pelos moradores é utilizar a água das minas e do pocinho. No exterior de muitas casas pode-se observar baldes e tinas utilizadas para recolher água. Alguns moradores utilizam essas águas para todos os usos, fervendo a água que irão beber ou utilizar para cozinhar. Outros compram galões de água mineral (o que não é uma opção para muitos devido ao alto custo) ou mesmo pedem para usar a água encanada dos vizinhos.
Os moradores comentam que pensam em ligar para o RJ TV, jornal da Rede Globo, que quando visitou o local conseguiu que o problema da falta d'água fosse solucionado, mas por pouco tempo.
| baldes utilizados para coletar água |
| roupas deixadas de molho na água da nascente e baldes utilizados para coletar água |
Qualidade da água consumida
Muitos moradores contam que bebem a água da torneira diretamente, sem a preocupação de filtrar ou ferver, acreditando que a água encanada seja suficientemente tratada e própria para esse consumo. Quando falta água da CEDAE e a água das minas e do pocinho é utilizada, só a água utilizada para beber e cozinhar é fervida. Entretanto, é sabido que muitas doenças podem ser contraídas pelo simples contato com a água não tratada, seja no banho ou na lavagem da roupa e da louça.
| moradoras lavam roupa com água da mina no próprio local |
Valas
O esgoto de todas as casas é despejado em valas que descem pelo morro a céu aberto. Além das águas que correm ali não serem tratadas, muito lixo é depositado nas valas, tornando-as um verdadeiro rio de lixo, atraindo animais e causando doenças e mau cheiro. Apesar de haver garis comunitários para recolher o lixo por toda a comunidade e lixeiras da Comlurb em frente à primeira estação do Plano Inclinado, onde o lixo pode ser depositado para compactação, muitos moradores continuam jogando lixo nas valas, cuja limpeza é muito difícil e até mesmo perigosa. Juán, filho do presidente do Grupo Eco, diz que já se pensou em fechar as valas e que algumas até já foram fechadas, mas não sabe infrmar porque isso ainda não foi feito nem se há previsão.
| lixo nas valas - difícil de tirar |
| lixeiras e compactdor de lixo da Comlurb (primeira estação do Palno Inclinado) |
Infiltrações e insalubridade
Devido a grande umidade do morro, causada pela água das nascentes, valas e córregos subterrâneos que correm por toda a comunidade, muitas casas são acometidas por infiltrações. Também são causas de infiltrações os vazamentos, que os moradores às vezes demoram a concertar por falta de recursos financeiros (e nem sempre o fazem de forma adequada por falta de mõ de obra devidamente capacitada) e também o empoçamento das águas pluviais, já que a urbanização não criou canais adequados para seu escoamento. Em algumas casas chega a entrar água pelas paredes quando chove, já que as construções não têm impermeabilização adequada. Por estarem construídas em encostas com até 45 graus de inclinação e com pouquíssima ou nenhuma ventilação entre as casas vizinhas, muitas casas são como cavernas, úmidas e frias. O mofo causa problemas respiratórios e alergias em muitos moradores, principalmente as crianças. O mau cheiro é perturbador em toda a comunidade e muitas casas, segundo Giselle, arquiteta responsável do POUSO, apresentam problemas gravíssimos de insalubridade.
banheiro de uma casa na comunidade |
| cozinha de uma casa na comunidade |
Chuvas
As chuvas, frequentes na cidade do Rio de Janeiro, são uma ameaça grave para os moradores do Santa Marta, por causarem diversos problemas. Além das já citadas infiltrações, as chuvas podem causar deslizamentos em áreas onde o terreno não for firme o suficiente. Há mais de 20 anos não ocorrem deslizamentos realmente graves (com desabamentos e mortes), mas ainda assim é preciso haver cuidado, observação e orientação constantes para garantir que o crescimento da favela não volte a aumentar o risco de desabamentos.
Mas o problema causado pelas chuvas que mais atrapalha o dia-a-dia dos moradores é que a chuva desce pelas ruas e escadas do morro sem nenhum tipo de escoamento. O resultado é que a queda d'água vai ficando cada vez mais forte, formando verdadeiras cascatas nas escadas da parte mais baixa da favela. Como se isso não bastasse, a correnteza ainda carrega todo o lixo depositado nas valas, que transbordam. Em grande parte das casas é preciso fazer barreiras com tábuas de madeira ou pedaços de papelão para evitar que o lixo entre, mas é impossível impedir a entrada da água. O lixo causa entupimento dos canos por onde escoa o esgoto e o curso da água é invertido, transbordando para dentro das casas. O encanamento da mina principal também entope por causa da chuva e então a principal fonte alternativa de água fica inutilizada.
domingo, 3 de maio de 2009
Essa condição de moradia provisória, dos barracos feitos de papelão ouqq outro material que não garante sustentação nem segurança, cadavez mais me faz pensar em fazer alguma coisa para melhora a vida dessas pessoas que não dependa de paredes, estruturas e nem de tubulações. Não sei se isso é viável, com certeza não dá pra fazer um sistema de distribuição de água sem tubulações, mas acho bem interessante pensar em algo que o usuário poderia levar consigo sempre que por algum motivo mudasse de habitação. Enfim, esse é um outro problema que eu percebi,o que acham? pode ser uma nova abordagem...não sei..
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1017139-7823-RJ+COMUNIDADE+MORADIAS+PROVISORIAS+TORNAMSE+DEFINITIVAS+NA+CDD,00.html
sábado, 2 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Jardins de Chuva
http://www.lowimpactdevelopment.org/raingarden_design/whatisaraingarden.htm
Como fazer um jardim de chuva
http://ecopratico.com.br/blog/?tag=jardim-de-chuva
Jardins de chuva: solução para inundações e contaminação
Os jardins de chuva ajudam a:
1) Aumentar a quantidade de água que infiltra no terreno para recarregar os aquíferos locais e regionais.
2) Contribuir para proteger as comunidades de problemas de inundação e drenagem.
3) Contribuir para proteger os arroios e lagos de contaminantes transportados pelos desagües pluviais urbanos.
4) Embelezar os pátios e bairros.
5) Proporcionar um hábitat valioso para pássaros, borboletas e muitos insetos benéficos.
Reuso de água da chuva - CEDAe
"Reuso de água da chuva
A Nova Cedae, em parceria com a Secretaria Estadual de Habitação, está desenvolvendo um projeto para o reuso de água da chuva em casas populares construídas pelo Estado. O projeto, desenvolvido com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, será implantado em comunidades carentes.
O sistema de reuso é formado por um conjunto de calhas, que envolve todo o telhado das casas. As calhas levam a água da chuva a uma cisterna exclusiva, através de uma tubulação especial. Durante o trajeto, a água da chuva passa por um processo de separação de resíduos sólidos. Através de uma bomba, a água da chuva passa da cisterna para uma caixa d’água, também exclusiva, para uso em descargas sanitárias, lavagem de chão e outros usos. O reaproveitamento de água da chuva deverá trazer uma economia de cerca de 30% nas contas de consumo de água dos moradores. Além do reuso de água da chuva, este projeto contempla um sistema de aquecimento solar nas casas.
O projeto faz parte da política da Cedae para a questão ambiental, que conta com uma série de iniciativas, como o reflorestamento das margens dos rios Guandu e Macacu, e os estudos para a produção de biodiesel a partir da carga orgânica de estações de esgoto. Para o desenvolvimento dos projetos de sustentabilidade, a Cedae conta com o Grupo Executivo do Ambiente e de Atividades Sustentáveis – GEAAS.
Com o reuso de água reduz-se o consumo de água potável para alguns fins. O reuso planejado da água, que faz parte de um programa global encabeçado pela Organização das Nações Unidas - ONU e pela Organização Mundial da Saúde - OMS, é sinônimo de cuidado com a saúde pública, proteção dos ecossistemas e de planejamento para a gestão integrada de recursos hídricos."
abastecimento de água e esgoto no Santa Marta
apesar da favela ter um bom abastecimento de água, não chega na parte mais alta do morro. "o abastecimento é feito por 3 caixas que ficam espalhadas pelo morro. para chegar até as torneiras, a água tem que percorrer por um sistema de encanamento que fica na parte de fora das casas." os moradores pagam uma tarifa de 5 reais para a associação comunitária pelo uso da água. no alto do morro o abastecimento é por outra caixa, abastecida por uma bomba. quando falta luz, ficam sem água. as pessoas guardam água em galões para garantir (o que pode causar dengue, por exemplo).
o esgoto é a céu aberto, o que além de atrair e acumular bichos (ratos, baratas etc) é muito problemático quando chove, pq as ruas alagam e entra esgoto nas casas, além de arrastar o lixo morro abaixo (e pra dentro das casas). em muitas casas há canos que jogam o esgoto diretamente no córrego que passam pelo morro.
reportagem no RJ na semana seguinte, com a solução de parte dos problemas. (link para o vídeo)
a solução foi a instalação de uma bomba elevatória para que a água chegasse com mais pressão na parte mais alta do morro.
outra reportagem com o balanço de 1 mês de presença do globo comunidade lá no Santa Marta, falando de todos os problemas encontrados e solucionados ou não. (link para o vídeo)


